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A visão depois dos quarenta anos

Oftalmologista do Instituto Penido Burnier explica o que acontece com a visão das pessoas após os 40 anos
Os principais avanços para o tratamento da presbiopia, a popular "vista cansada".
O oftalmologista Alberto Gallo Neto, do Instituto Penido Burnier, de Campinas, centro oftalmológico de projeção internacional, faz uma análise da visão das pessoas após os 40 anos e comenta as principais técnicas disponíveis para o tratamento da presbiopia, conhecida popularmente como "vista cansada". Gallo Neto discorre no seu texto sobre essas técnicas e as suas indicações para cada caso.
Você é aquela pessoa que sempre enxergou bem, tem quarenta e poucos anos, e aos poucos ou de repente, sua visão para perto piorou e você começou a esticar os braços? Ou já usava óculos e percebeu que na leitura ou no computador sua visão embaçou? Pois isso é absolutamente natural.
Nosso olho funciona como uma máquina fotográfica. Quando apertamos o botão das máquinas modernas, automaticamente, vemos no visor o ajuste perfeito da imagem. É o ajuste do Foco. Nossos olhos possuem lentes naturais e músculos capazes de promover o foco da imagem em frações de segundo. Este processo é chamado acomodação. Ao redor dos 40 anos começamos a perder gradual e naturalmente nosso potencial de acomodação, portanto a visão para perto começa a piorar. Mas porque a visão para longe se mantém estável? Porque para a visão de longe, a musculatura do olho e o cristalino (nossa lente natural), estão na posição de repouso. Ao focar os objetos próximos, a musculatura interna do olho se contrai, o cristalino muda de forma e focamos corretamente. Ao perdermos esta capacidade, popularmente, ficaremos com a vista cansada, na oftalmologia conhecida como presbiopia.
E o que fazer para compensar a presbiopia? Em primeiro lugar, usar óculos. Se a sua visão é boa para longe, usar somente os óculos para leitura, computador e trabalhos manuais é a opção mais simples. Outra opção mais sofisticada são os óculos multifocais, adequados também para aquela pessoa que já usava óculos antes dos 40 anos. Estes óculos ajustam a visão para todas as distâncias. Mas as pessoas tendem a resistir quando o oftalmologista prescreve os multifocais, dizendo que não vão se acostumar, que já escutaram de outras pessoas relatos desagradáveis ou que são lentes "feias". Puro preconceito. As lentes multifocais são transparentes, esteticamente normais, ao contrário das bifocais, que mostram a divisão na lente. A tecnologia envolvida nestas lentes multifocais, proporciona uma qualidade visual excelente, e uma adaptação bem tranqüila. Claro que é necessário algum tempo e motivação para se acostumar com estes novos óculos, como tudo na vida. A movimentação da cabeça e dos olhos devem se adequar a arquitetura da lente. Fazendo uma analogia, lembre-se que ninguém nasceu sabendo dirigir ou andar de bicicleta.
Mas como oftalmologista afirmo: 80% ou mais das pessoas odeiam os óculos, preferindo sacrificar sua nitidez visual a usá-lo. Digo que após os 45 anos ninguém enxerga bem sem óculos. Acostuma-se a enxergar mal. Se você está bem para longe, está ruim para perto ou vice-versa no caso dos míopes( estes podem tirar os óculos para perto). Mas como enfrentar este desafio de corrigir a visão das pessoas que tem pavor dos óculos? Lentes de contato e cirurgia são as opções.
Vamos começar com as lentes de contato. Se a pessoa enxerga bem para longe, podemos adaptar uma lente de contato, somente em 1 olho, para perto. Fazemos assim um bifocal natural. Um olho para longe, outro para perto. Muitas pessoas se dão bem assim, nem que seja para uso social. Uma opção simples e barata. Mas aí vem a pergunta: este olho com a lente para perto, vai piorar para longe? Sim. Com testes simples podemos avaliar o comportamento visual com a lente.

Para aquelas pessoas que já tem grau para longe, a estratégia é semelhante, colocando-se uma lente de contato para longe e outra para perto. Ainda em lentes de contato, as bifocais ou multifocais, também podem proporcionar uma visão bestante nítida para longe e perto, simultaneamente, havendo a necessidade de um teste prévio mais detalhado, mesmo por se tratar de lentes de contato mais caras. Também pode haver comprometimento da visão de longe com estas lentes.

Por último, a opção cirúrgica. Primeiro a cirurgia com raio laser, chamado Excimer Laser. Uma cirurgia rápida, muito segura e de altíssima precisão. Duas técnicas são feitas com o laser, o P.R.K. (laser na superfície do olho, com recuperação visual mais lenta) e o L.A.S.I.K. (laser abaixo da superfície do olho, com recuperação mais rápida). A melhor técnica para o seu olho vai depender do seu grau, dos seus exames pré-operatórios e do seu oftalmologista. Mas, novamente, caímos na mesma situação: um olho vai melhorar para perto e outro vai ficar para longe. 95% dos pacientes operados desta maneira ficam muito satisfeitos e dispensam os óculos de perto e longe para praticamente todas as situações. A aplicação do laser de forma multifocal já é realidade e está chegando no Brasil. Esta forma de laser proporcionará visão para longe e perto, para os dois olhos, com mínimo efeito colateral.
A segunda opção cirúrgica são as lentes intraoculares. A cirurgia consiste em substituir o cristalino natural, por uma lente nova, com o grau apropriado de cada pessoa. Uma cirurgia rápida e muito segura também. Geralmente é realizada em pessoas acima dos 50 anos de idade, para graus mais altos de longe e perto, ou pessoas que possuem contra indicação para o Excimer Laser. As lentes intraoculares são apresentadas em vários modelos, e a estratégia de um olho para longe e outro para perto também pode ser seguida. Porém existem pacientes que são candidatos às lentes intraoculares multifocais, a mais nova tecnologia em implantes oculares. Essas lentes podem ser programadas para ajustar a visão para longe e perto, nos dois olhos, com ótimos resultados. Uma avaliação pré-operatória detalhada é necessária para este tipo de cirurgia e o oftalmologista deve orientar os prós e contras do implante. A pessoa que realiza esta cirurgia, não terá mais catarata (cristalino opaco), pois se trata da mesma cirurgia com a intenção de corrigir o grau.
Portanto, vemos que mesmo com a visão começando a falhar após os 40 anos, a tecnologia vem a galope para compensar estas perdas. A cada ano as lentes de óculos e de contato ficam melhores, e as cirurgias a Laser e de implantes mais seguras e previsíveis. Mas não desanime, isso é só uma parte das nossas mudanças oculares. É após os 40 anos que devemos intensificar o diagnóstico e prevenção do glaucoma, da retinopatia diabética, da degeneração macular e da catarata. Consulte um oftalmologista pelo menos em intervalos de 2 anos.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Instituto Penido Burnier

Editora Senac Rio lança ‘Óptica passo a passo: do atendimento ao laboratório’

Livro traz conhecimentos essenciais para profissionais e estudantes que desejam atuar na área

Com lançamento oficial no dia 11 de agosto na livraria Travessa, de Ipanema, o livro ‘Óptica passo a passo’ (Editora Senac Rio) aborda todos os processos da fabricação de óculos e lentes que auxiliam na correção visual. Amplamente ilustrada, a obra escrita pelo especialista José Hamilton Machado tem linguagem simples e acessível, fornecendo em detalhes os conhecimentos básicos da área de óptica e expondo conteúdos essenciais a profissionais do setor, estudantes e a todos aqueles que desejam entrar no mercado ou dominar o assunto em suas particularidades.
Da interpretação de receitas oftálmicas à definição de ametropias, o autor percorre todos os assuntos ligados à correção visual por meio de óculos e lentes. ‘Óptica passo a passo’ é fonte de referência obrigatória para aprimorar a qualificação técnica de profissionais e estudantes do ramo, de modo a torná-los capazes de prestar um eficiente atendimento. “A ideia do livro surgiu da necessidade percebida no momento de fazer treinamento de equipes de vendas. Faltava um material didático que reunisse todas as informações em um mesmo local. Mostrar segurança ao indicar o produto no momento do atendimento é, hoje, a forma mais eficaz de fidelizar o consumidor”, defende José Hamilton Machado, que é gerente de qualidade e mercado da Essilor Brasil.
Dividido em 21 capítulos, o livro trata de assuntos indispensáveis, tais como: ‘Anatomia do olho’; ‘Indicação de lentes em função do tipo de ametropia’; ‘Tipos de lente com relação ao foco’; ’Guia de solução de problemas na adaptação de lentes progressivas’ ;‘ Cálculos usados nos processos de surfaçagem’; ‘Guia de conferência dos óculos ’; ‘Materiais usados na confecção de lentes oftálmicas’; e ‘Layout do laboratório’. “Que esta obra seja de utilidade para aqueles que pretendem ingressar ou já atuam neste importante ramo profissional, que tem como principal atribuição contribuir para o ser humano enxergar melhor e reconhecer a necessidade de cuidar de sua saúde visual”, diz José Hamilton Machado.

Sobre o autor
O autor José Hamilton Machado atualmente é gerente de qualidade e mercado da Essilor Brasil e construiu sólida carreira no mercado óptico, exercendo atividades profissionais desde 1981. Ocupou diversos cargos em laboratórios de grande porte. Machado atuou ainda como instrutor de cursos no Senac e proferiu palestras em simpósios da área óptica. Com vasta experiência em treinamento de equipes de venda, elaborou vários manuais e apostilas. Possui ainda formação técnica em contabilidade, é graduado em Administração e pós-graduado em Gestão Estratégica e Qualidade.
Título: Óptica passo a passo: do atendimento ao laboratório
Autor: José Hamilton Machado
Editora Senac Rio. 172 páginas. Preço: R$ 65,00.
Brochura: 18cm x 23cm/ ISBN 978-85-7756-052-3

Serviço lançamento do livro
Local: Livraria Travessa, Rua Visconde de Pirajá, 572, Ipanema
Data: 11 de agosto (terça-feira)
Horário: 19h
Sobre a Editora Senac Rio
A Editora Senac Rio desenvolve produtos e serviços que visam à difusão de soluções para uma vida produtiva de sucesso, de pessoas e organizações, colaborando para o fortalecimento do comércio de bens, de serviços e do turismo e para a evolução econômica, social e ambiental dos mercados e das sociedades que alcança por meio da palavra. Desde a sua fundação, em 2000, a Editora publica obras de alto valor agregado que contribuem para a construção de competências de pessoas e organizações no mundo do trabalho. Com base na identificação de desafios e necessidades da atualidade, a Editora tem como meta conquistar a excelência em conteúdos que promovam o enriquecimento das aptidões gerenciais e técnicas de pessoas e organizações, a fim de torná-las mais competitivas, prósperas e socialmente responsáveis.
Sobre o Senac Rio
O Senac Rio é parte integrante do Sistema Fecomércio-RJ, composto também por Fecomércio-RJ e Sesc Rio. O Sistema Fecomércio-RJ representa os interesses do comércio de Bens, Serviços e Turismo, reunindo mais de 400 mil empresas, que respondem por cerca de 60% do PIB e por mais de 3,0 milhões de empregos formais. A missão do Sistema Fecomércio-RJ é promover o bem-estar social, construir competências de pessoas e organizações e incentivar o crescimento empresarial, em harmonia com o desenvolvimento sustentável da sociedade.

Fonte: Contextual Comunicação

Sindrome do olho seco pode comprometer aproveitamento escolar do adolescente

Adolescente que é adolescente não dispensa o trio vídeo-game, TV e computador. Quando não é a MTV, é o Orkut, MSN e outros programas de comunicação on-line que o fazem permanecer horas diante do monitor, se não houver um pouco de controle dos pais. E quando chega a época das aulas na escola ou no cursinho, ainda tem as pesquisas na Internet...
Todas estas situações juntas em excesso podem desencadear a Síndrome do Olho Seco, problema visual que tem como principais sintomas ardência, dor nos olhos, sensação de corpo estranho e visão embaçada que piora ao longo do dia. Não é uma doença muito comum na faixa etária dos 12 aos 18 anos, mas deve ser tratada de maneira adequada para evitar o agravamento do problema. Isso significa, na maioria dos casos, instilar lágrima artificial em gotas de acordo com a recomendação do oftalmologista. A prevenção, por meio de exames periódicos, também é recomendada por especialistas e escolas.
“O acompanhamento do aluno durante o ano letivo é importante para prevenir problemas que acabam por comprometer o rendimento escolar”, alerta o Prof. Dr. José Álvaro Pereira Gomes, presidente científico da Associação dos Portadores de Olho Seco (APOS).
A capacidade visual do aluno pode ser prejudicada, por exemplo, se ele reduzir o número de piscadas quando estiver concentrado no vídeo-game ou em frente à tela do computador à noite ou durante finais de semana. Segundo o presidente científico da APOS, “a maioria das pessoas tende a contrair as pálpebras ao ler um livro ou diante do monitor, por isso recomendamos um cuidado maior quanto a este comportamento, o que juntamente com a inibição do piscar, provoca esforço visual excessivo e sintomas de ressecamento dos olhos”.
Na hora dos exames periódicos ou da utilização de produtos específicos para tratar o olho seco, os país também exercem papel importante: “Se não houver muito tato na conversa com o adolescente, ele pode não seguir o tratamento, o que só agrava o quadro. Por isso, é necessária uma integração total entre o adolescente, os pais e o oftalmologista”, recomenda o presidente científico da APOS.
A APOS, Associação dos Portadores de Olho Seco, existe desde 2004 para oferecer apoio, educação e informação a todos os familiares e pacientes com Olho Seco. É uma organização não governamental (ONG) sem fins lucrativos e independente. Funciona à Rua Tamandaré, 693, 1º andar - Liberdade, São Paulo, telefone (11) 3208-8727, e-mail apos@apos.org.br e site www.apos.org.br

Dr. José Álvaro Pereira Gomes, professor de oftalmologia da UNIFESP e presidente científico da Associação dos Portadores de Olho Seco (APOS) está disponível para entrevistas.

Estudo revela relação entre poluição e a síndrome do olho seco

São Paulo é a maior cidade da América Latina, com mais de 10 milhões de habitantes e por onde transitam mais de 8 milhões de veículos. A altitude e as condições atmosféricas da cidade dificultam a dispersão do ar, fazendo com que a cidade funcione como uma grande câmara de intoxicação. Os principais contaminantes ambientais são monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx), dióxido de enxofre (SO2), ozônio e material particulado (PM), e são produzidos pelas indústrias e pela rede de transporte veicular.
Uma pesquisa, realizado em setembro de 2007, constatou que os olhos também são afetados pela poluição e que a causa da inflamação crônica é a tentativa de proteger os olhos do agente agressor. O estudo mostra também que a poluição predispõe a ou acentua alterações oculares como alergia e a Síndrome do Olho Seco.
Dados de voluntários de São Paulo foram analisados e comparados com os de Divinolândia, cidade localizada no interior do estado de SP, de níveis mais baixos de poluição, por estar localizada em zona rural*. Cada pessoa permaneceu com um monitor individual de poluição por 7 dias, em todos os momentos, e a superfície ocular foi avaliada por meio de exame clínico e de citologia de impressão, que é um exame que permite a avaliação das camadas superficiais da conjuntiva.
“A conjuntiva é a mucosa dos olhos mais exposta ao ambiente externo, e somente o filme lacrimal separa a superfície dos olhos da ação direta dos poluentes”, explica Dra. Priscila Novaes, oftalmologista do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo –HCFMUSP. “Sintomas irritativos como olhos vermelhos, sensação de areia nos olhos, ardência e irritação são mais freqüentes em pessoas que vivem em ambientes mais poluídos”, completa.
O Grupo de Superfície Ocular e o Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental, do HCFMUSP, em conjunto com o Laboratório de Investigaciones Oculares da Universidad de Buenos Aires foram responsáveis pela pesquisa que evidenciou também que existe uma variabilidade nesta resposta e que alguns indivíduos são mais susceptíveis à ação dos poluentes dispersos no ar do que outros.

Lente de contato em crianças só com atenção total dos pais

A correção ótica na infância é realizada, na maioria das vezes, com óculos. Há casos, porém, que seu uso se torna inviável como, por exemplo, quando a criança sofre de anisometropia (grande diferença de erro refrativo entre os olhos). “Se a criança tem cinco graus de miopia em um olho e zero em outro, os óculos ficariam pesados e desproporcionais. O cérebro não conseguiria formar a imagem que os olhos vêem. Nesse caso, as lentes de contato são úteis, principalmente para quem tem miopia ou hipermetropia muito mais forte em um dos olhos”, explica o oftalmologista do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Eduardo Rocha.
Toda mãe sabe que a visão é um elo importante entre a criança e o mundo que a rodeia, pois interfere no aprendizado e no desenvolvimento. Os cuidados com a saúde ocular durante a infância são essenciais para garantir uma visão saudável pelo resto de sua vida. Os erros refracionários (miopia, astigmatismo e hipermetropia) são muito comuns e as lentes de contato auxiliam em seu tratamento se o diagnóstico for realizado em tempo. “Os pais devem ficar atentos aos menores indícios de problemas na visão de seus filhos. Se uma criança tropeça muito, não consegue enxergar brinquedos nem ver seus pais a uma pequena distância é sinal de que sua visão pode estar com problemas”, alerta o médico do HOB.
Diagnóstico – Após um exame refracional, cabe ao oftalmologista definir a melhor opção de lentes para cada caso. As gelatinosas são as mais adotadas pelos oftalmologistas devido à facilidade de seu manuseio.
Tratamento – O uso de lentes de contato na infância pode se estender até a idade adulta, momento em que a pessoa estará apta a ser avaliada para uma cirurgia refrativa. Dessa forma, o médico alerta que a dedicação e a paciência dos pais ou responsáveis são determinantes para o sucesso do tratamento. “Os pais também devem ser treinados para o manuseio das lentes, além de receber as orientações necessárias referentes aos cuidados de higiene e lubrificação com o uso de produtos adequados” explica.
Rotina – A atenção com o uso das lentes de contato em crianças é fundamental para a preservação da saúde ocular. Para crianças com até 6 anos de idade recomenda-se lentes gelatinosas, uma vez que permitem maior oxigenação da córnea. Eduardo Rocha lembra que estas são as únicas lentes que o paciente pode usar enquanto dorme, já que possuem uma permeabilidade maior de oxigênio, sendo necessária apenas uma interrupção semanal para a limpeza das lentes e visita ao oftalmologista. Dormir com qualquer outro tipo de lente é procedimento condenado pelo médico tanto para adultos, quanto para crianças. “A córnea precisa respirar”, diz Rocha.
O médico do HOB conta que os cuidados com a higiene são imprescindíveis. Os pais não devem permitir que a criança entre em piscinas ou brinque com areia enquanto estiver com as lentes. Ele alerta para a higiene das mãos e a atenção no sentido de evitar que as crianças levem as mãos aos olhos com muita freqüência.
Limpeza – A limpeza diária das lentes de contato é essencial para eliminar gorduras e resíduos de sujeira que grudam na superfície das lentes, assinala o médico. Usando os dedos polegar e indicador, o paciente deve esfregar gentilmente as lentes, utilizando soluções antissépticas específicas. A desinfecção só se completa com a colocação das lentes no estojo fechado, contendo uma solução apropriada pelo período de quatro a seis horas.
Complicações – Rocha alerta que o uso de lentes cosméticas para fins estéticos, isto é, as que mudam a cor da íris, não é indicado para crianças por exigirem menor tempo de uso por dia, e uma atenção redobrada no manuseio. “O uso excessivo, a limpeza e higienização inadequadas podem deliberar a proliferação de microorganismos e complicações como hipóxia (baixa oxigenação da córnea) ou úlceras de córnea. Os pais ou responsáveis precisam ficar atentos a qualquer alteração nos olhos da criança como: lacrimejamento, dor, olho vermelho, mancha opaca na córnea e/ou secreção. Nesses casos, é necessária a remoção imediata das lentes de contato e exame oftalmológico” conta.

Fundação Abiótica lança projeto para inclusão social de adolescentes de baixa renda

A Abiótica acaba de lançar seu projeto de inclusão social e capacitação de profissionais do setor óptico por intermédio da Fundação Abiótica pelo Direito de Enxergar Direito. A iniciativa, em parceria com a Fundação Projeto Pescar, tem o intuito de criar centros educacionais profissionalizantes para jovens carentes com idade entre 16 e 19 anos.
A Fundação Abiótica conta com a parceria e experiência do Projeto Pescar para cativar e organizar os empresários do ramo óptico para a criação de centros educacionais que irão aumentar o nível profissional do setor e contribuir para o resgate da cidadania.
Presidida por Norberto Farina, paraninfo da primeira turma formada pelo Projeto Pescar e empresário do segmento óptico (Óptica Mitani), a Fundação Abiótica conta com Edy Titebaum (Optitex), como vice-presidente, e Rui de Souza Lima Jr. (Sáfilo), como diretor financeiro. “Para mim é uma recompensa participar desta iniciativa, pois iniciei minha carreira em um projeto similar no Banco do Brasil”, diz Lima Jr.
Bento Alcoforado, presidente da Abiótica e presidente do conselho da Fundação Abiótica, diz que a luta para concretizar a idéia da Fundação, que começou a dar seus primeiros passos em 1999, foi grande. “Da idéia inicial, formatação, busca de parceiros e concretização precisamos de muito empenho das pessoas envolvidas com o projeto”, diz Alcoforado. O esteta-óptico, Miguel Gianinni, que é o embaixador da Fundação Abiótica, se diz feliz pelo projeto ter sido lançado e acha que essa iniciativa só contribuirá para o crescimento do setor.

Sobre a Fundação Abiótica
Constituída em 1999, a Fundação Abiótica – Pelo Direito de Enxergar Direito foi retomada em 2007 com a nomeação de Miguel Giannini como embaixador da entidade e a doação de R$ 200 mil feita pela própria Associação. A Fundação tem como objetivo ajudar pessoas carentes por meio de ações sociais, vinculadas à visão, que serão apoiadas pelos associados e também pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

Sobre a Fundação Projeto Pescar
A Fundação Projeto Pescar é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, mantida por empresas e apoiada por instituições privadas e públicas, nacionais e internacionais. Foi criada em 1995 para disseminar o modelo pioneiro de franquia social desenvolvido pelo Projeto Pescar no Brasil. Sua principal atividade é sensibilizar e envolver organizações empresariais no resgate da cidadania e na preparação de adolescentes de baixa renda por meio do exercício de uma profissão, de modo a promover inclusão social.

“Rubéola pode causar danos irreversíveis”, diz médico

Especialista diz que maiores prejuízos causados pelo vírus são em decorrência da Síndrome da Rubéola Congênita, transmitida de mãe para filho, na gravidez
Em entrevista à Agência Saúde, do Ministério da Saúde, Paulo Nader, presidente do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), disse que o grande problema da rubéola é quando a gestante adquire a doença e infecta o feto, na chamada Síndrome da Rubéola Congênita (SRC). Ela traz danos irreparáveis como cegueira, surdez, anomalias cardíacas e retardamento mental por toda a vida.
O médico lembra que, mesmo quem já tomou a vacina, deve se vacinar novamente. “Esta nova dose irá garantir uma maior proteção”, resume. Outra observação importante é com relação ao público masculino: “É com a vacinação dos homens que se diminuirá também a chance das mulheres que não forem vacinadas de adquirirem a doença na gestação”, diz Nader.
AGÊNCIA SAÚDE – Como o senhor analisa a importância desta Campanha Nacional de Vacinação para a Eliminação da Rubéola, lançada pelo Ministério da Saúde no último dia 9 de agosto sob o ponto de vista das crianças?
PAULO NADER - A campanha de vacinação contra a rubéola é de extrema importância para as crianças brasileiras. Enquanto presidente do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), eu tenho a certeza de que haverá uma redução drástica no número de crianças que nascerão com rubéola congênita, contribuindo para uma queda, principalmente nas seqüelas desta doença.
AGÊNCIA SAÚDE – O número de mortes por rubéola é relativamente pequeno. Entre 1990 e 2006, foram registrados 19 óbitos no país por causa da doença. Mas a rubéola deixa outras vítimas pelo caminho: a infecção durante a gravidez que causa a Síndrome de Rubéola Congênita (SRC), responsável por danos irreparáveis como cegueira, surdez, anomalias cardíacas e retardamento mental por toda a vida.
NADER - Os dados de mortalidade registrados por rubéola congênita realmente são pequenos. Porém, muitos casos de abortamento podem estar ocorrendo por infecções de gestantes não protegidas. Nossa preocupação maior é com as conseqüências da rubéola congênita. Muitos dos casos de surdez irreversíveis são em conseqüência das infecções congênitas por rubéola. Os custos com essas crianças na área da educação e socialização são altíssimos. Em alguns casos, a surdez pode ocorrer anos após (na idade adulta). Já nos casos de cegueira por catarata congênita, há a necessidade de intervenção precoce especializada. As lesões de retina também ocorrem, levando a danos permanentes. Em muitos casos, a cegueira é irreversível. Nos casos de cardiopatia congênita, os danos só poderão ser corrigidos cirurgicamente, com risco alto de mortalidade. Além disso, várias crianças apresentam dano neurológico por encefalite, em 20% dos casos. Essas lesões levam a retardo mental e paralisia cerebral. Ao evitarmos a doença por meio da vacinação, reduziremos drasticamente os números de crianças seqüeladas, melhorando a qualidade de vida da população.
AGÊNCIA SAÚDE – Quais são os perigos para a saúde de quem contrai o vírus da rubéola?
NADER - Nas crianças, a doença pode causar febre, aumento dos gânglios, dor articular e raramente encefalite. O grande problema da rubéola é quando a gestante adquire a doença e infecta o feto. É quando ocorre a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC), com danos irreparáveis como cegueira, surdez, anomalias cardíacas e retardamento mental por toda a vida.
AGÊNCIA SAÚDE – Por que mesmo quem já foi vacinado deve tomar a vacina novamente?
NADER - Esta nova dose irá garantir uma maior proteção.
AGÊNCIA SAÚDE – Embora a campanha seja focada na população de 12 a 39 anos, quais podem ser as reações adversas (efeitos colaterais) para as crianças ao tomarem a vacina, já a que a mesma está incluída no calendário da vacinação?
NADER – Normalmente, não existem efeitos colaterais maiores nas crianças vacinadas contra rubéola. Algumas podem apresentar um pouco de febre. Outras manifestações são realmente muito raras.
AGÊNCIA SAÚDE – Existe alguma relação entre o uso da vacina e a possibilidade de causar infertilidade?
NADER - Não existe nenhum registro na literatura médica mostrando que o uso da vacina da rubéola cause infertilidade. Essa informação não procede.
AGÊNCIA SAÚDE – Por que é considerada importante a participação do público masculino na campanha? Como sensibilizar os homens a se vacinarem?
NADER - A vacinação dos homens irá aumentar ainda mais a chance de ser eliminada a rubéola no nosso país. Não só a congênita, mas também a adquirida em crianças e adultos. A vacinação dos homens também diminui a chance das mulheres que não forem vacinadas de adquirirem a doença na gestação.
AGÊNCIA SAÚDE – Mulheres grávidas podem tomar a vacina? Se ela tomar e só depois descobrir que está grávida, o que fazer?
NADER - A vacina da rubéola é contra-indicada na gestação por ser feita com vírus atenuado. No entanto, se ela for vacinada acidentalmente, o Sistema de Vigilância Epidemiológica orienta essas mães e promove um controle durante a gestação. Nestes casos, o Posto de Saúde sabe como encaminhar estas gestantes.

Novos hábitos podem evitar instalação da maior causa de cegueira irreversível na terceira idade

Brasília, 01/09/08 - Cerca de 60 mil novos casos de Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) são diagnosticados anualmente no Brasil. A disfunção visual que atinge uma das áreas mais nobres da visão, ou seja, a mácula, responsável pela visão central dentro da retina, tem como conseqüência a acentuação gradual da dificuldade de enxergar com nitidez os objetos que passam a se parecer com borrões.
De acordo com o diretor do departamento de doenças da retina e do vítreo do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Sergio Kniggendorf, há formas de retardar e até evitar o aparecimento da Degeneração Macular a partir da prática de hábitos saudáveis. A disfunção visual normalmente, se manifesta após os 50 anos de idade e se desenvolve em variadas etapas. Entre as características percebidas pelo paciente estão, por exemplo, o embaçamento da visão, a dificuldade para ler, escrever, costurar, bordar, pintar, fazer artesanato e realizar atividades que exigem detalhamento. “Na fase inicial, se for tratada adequadamente, a Degeneração não leva à perda de visão”, explica ao alertar que esta é uma das principais causas de cegueira irreversível entre pessoas da terceira idade. Mas há casos raros, em que a Degeneração Macular se manifesta em pessoas mais jovens.
Perfil - A Degeneração Macular decorre do envelhecimento das células da retina que vão perdendo a função a medida em que a idade avança. Entre os fatores que podem influir no processo de degeneração macular, alguns estudos, apontam questões genéticas e argumentam inclusive que a cor da pele pode ter relação com o desenvolvimento dessa disfunção, diz o oftalmologista. Ele declara que pessoas com olhos e pele claros apresentam DMRI com maior freqüência do que as que têm olhos e pele mais escuros. Já nos povos indígenas, Kniggendorf ressalta que a ocorrência de DMRI diagnosticada é muito rara.
Controle - Além desses fatores, que as pessoas não podem controlar por ser genéticos, há implicações externas que dependem do controle do paciente e que podem ser evitados como forma de retardar ou até mesmo abolir a possibilidade de instalação de DMRI. Cigarro, exposição demasiada ao sol, alimentação pobre em antioxidantes e vitaminas e a hipertensão arterial podem ser fatores controlados e capazes de descartar o aparecimento do problema.
Tratamento - As avaliações oftalmológicas periódicas são recomendadas para pessoas que já passaram dos 50 anos com maior ênfase do que aos mais jovens, pois quando detectada a presença de um processo de DMRI em fase inicial os medicamentos existentes podem garantir a qualidade de vida do paciente. Segundo Kniggendorf os anti-angiogênicos injetáveis são os medicamentos mais modernos e eficazes para tratar Degeneração Macular. Além disso, as instituições de tratamento oftalmológico dispõem de outras alternativas como a terapia fotodinâmica, a indicação de corticóides e, nos casos em que a neovascularização ainda não se desenvolveu, as vitaminas têm mostrado resultados satisfatórios como tratamento. “São componentes que agem muito bem na circulação e, indiretamente, ajudam no fortalecimento da coróide da retina”, explica o médico.
Como antioxidantes, as vitaminas C, D e E, além do Beta-caroteno, a Luteína, o Ômega 3, o Selênio e o Zinco diminuem, comprovadamente, em torno de 75% as chances de ocorrer a Degeneração Macular Relacionada à Idade, salienta Sérgio Kniggendorf.

Pesquisa revela anseios de usuários de óculos

FIAM 2008 recebe lente anti-reflexo que atraí sete vezes menos poeira e é 12 vezes mais fácil de limpar
Se antes eles eram rejeitados devido ao estigma de “fundo de garrafa”, hoje eles estão na moda, completando o visual do usuário. Estamos falando dos óculos que há muito tempo foram alçados de objetos indesejáveis a itens que dão o toque final no estilo de cada pessoa. Pensando nisso, a multinacional francesa Essilor, fabricante exclusiva das lentes multifocais Varilux, lançará na IV Feira Internacional da Amazônia 2008, que aconteceu entre 10 a 13 de setembro, em Manaus as primeiras lentes anti-reflexo que repele totalmente a sujeira e impede que gordura ou água “grude” na sua superfície, a Essilor Crizal A2.
O novo produto surgiu a partir de um estudo mundial realizado pela empresa para descobrir a qualidade mais importante de uma lente na opinião dos usuários de óculos. Foram 2 mil usuários e cerca de 400 profissionais da área óptica pesquisados. A pesquisa, realizada em oito países (França, Alemanha, Itália, EUA, Brasil, Japão, Hong Kong e Índia) chegou à conclusão de que a nitidez de visão é considerada a qualidade mais importante para os usuários de óculos. Mais de 64% deles manifestaram o desejo de adquirir uma lente anti-reflexo na próxima troca. Dos pesquisados, 40% consideram como a principal desvantagem de uma lente com anti-reflexo, a necessidade de limpeza de manchas e poeira. Mais de 50% dos especialistas apontaram que os usuários que não compram lente anti-reflexo não o fazem porque elas sujam facilmente, sendo difíceis de limpar.
Segundo Thomas Bayer, presidente da Essilor Brasil e da América Latina, a partir dessas informações, o departamento de P&D da empresa buscou desenvolver uma lente anti-reflexo que não concentrasse tanta poeira. A pesquisa foi essencial para o nosso objetivo final, chegando a Crizal A2.
De acordo com o diretor de marketing da empresa, Charles-Eric Poussin, a nova lente, além das qualidades já conhecidas como transparência, resistência a arranhões, facilidade de limpeza, agora possui, também propriedades antiestáticas. Isto é, concentra menos poeira, algo comprovado depois de submetê-la a uma análise sensorial com outro grupo de usuários, que comprovou que ela tem sete vezes menos poeira que uma lente não antiestática. “Pela primeira vez na indústria oftálmica foi utilizada a análise sensorial”, vibra o diretor, acrescentando que ela faz parte de uma nova geração de lentes, representando um grande avanço tecnológico.
O oftalmologista Marcus Sáfady, consultor do Instituto Varilux da Visão, reforça os dados da pesquisa, confirmando que a maioria dos seus pacientes que usam óculos se incomoda com a sujeira e busca maior praticidade para limpá-lo. “Hoje, muita gente prefere usar óculos, mas se aborrecem quando o assunto é limpá-lo. Uma lente que atenda essa exigência pode representar a satisfação plena dos usuários”, acredita Sáfady.
A Essilor é líder mundial em lentes oftálmicas e detentora de 50% do mercado nacional. A empresa investe 5% de seu faturamento em Pesquisa e Desenvolvimento para lançar novas lentes. São 450 pesquisadores distribuídos em três centros de Pesquisa e Desenvolvimento exclusivos na França, Estados Unidos e Singapura. A empresa realizou lançamentos pioneiros, como a lente fotossensível Essilor Transitions; a lente Varilux Pix, a menor lente multifocal do planeta; a Varilux Ipseo, lente tão personalizada que vem com as iniciais do usuário gravadas, a recente Varilux Physio, a primeira lente produzida através de processo totalmente digital e as lentes anti-reflexo Crizal, mais transparentes e resistentes às provas da vida.
A Essilor International fechou o ano de 2007 com um crescimento de 8% nas vendas, faturamento de 2,9 bilhões de Euros, e um aumento de 9,6% no lucro líquido. A empresa comercializa anualmente mais de 220 milhões de lentes em todo o mundo. Até o final de 2008, só no Brasil, serão produzidas mais de 20 milhões de lentes, 20% das quais seguirão para países latino-americanos e asiáticos, além do Canadá e da Austrália. Este ano, a Essilor Brasil espera incrementar o seu faturamento em 20%. A empresa investiu recentemente US$ 18 milhões no Brasil para aumentar sua produção de lentes anti-reflexo de receituário, mercado que cresce anualmente 15% a 20% desde 2003 devido ao fato de 64% dos consumidores desejarem adquirir lentes anti-reflexo de alta qualidade.

The Day of Light ganha mais um parceiro

A Essilor acaba de fechar participação no The Day of Light, movimento pelo resgate do otimismo, da esperança por um futuro melhor e que propõe à mídia que dê mais espaço para manchetes e matérias positivas. A empresa, que é líder mundial em lentes oftálmicas, tendo como carro-chefe as multifocais Varilux, desenvolve através do Instituto Varilux da Visão, braço social da Companhia, diversas parcerias com o poder público e a iniciativa privada no intuito de promover a melhoria da visão da população brasileira e conseqüentemente a educação da mesma.
O Instituto já apoiou também projetos culturais e esportivos, como a agência Olhares do Morro, formada por jovens de várias comunidades cariocas, além do Special Olympics, programa médico e esportivo internacional para atletas portadores de necessidades especiais.
Para o The Day of Light, a Essilor está doando os materiais de divulgação do movimento. “A decisão de apoiar a manifestação aconteceu devido ao apelo de resgatar a auto-estima do cidadão porque ele quer ver todas as coisas boas e bonitas da vida. A Essilor investe em pesquisas e desenvolvimento para sempre lançar no mercado as melhores soluções ópticas para as pessoas verem melhor o mundo todos os dias e, em especial, nesse dia da Luz. Por quê? É só querer ver e viver!”, afirma Charles-Eric Poussin, diretor de Marketing da empresa no Brasil.
A Essilor investe 5% do seu faturamento no seu departamento de Pesquisas. São 450 pesquisadores distribuídos em três centros de Pesquisa e Desenvolvimento exclusivos – França, Estados Unidos e Singapura. A empresa realizou lançamentos pioneiros no mundo, como a lente Varilux Pix, a menor lente multifocal do planeta; a Varilux Ipseo, lente tão personalizada que vem com as iniciais do usuário gravadas, a recente Varilux Physio, a primeira lente produzida através de processo totalmente digital e as lentes anti-reflexo Crizal, mais transparentes e resistentes às provas da vida.
Essilor International é a líder mundial em óptica oftálmica e comercializa, com as marcas premium VariluxÒ, CrizalÒ, AirwearÒ e EssilorÒ uma ampla gama de lentes para corrigir a miopia, hipermetropia, a presbiopia e o astigmatismo. A Essilor está presente nos 5 continentes através das suas 16 fábricas.

Descarte a Síndrome do Computador na volta ao trabalho

Fim de férias, trabalhadores e estudantes retomam a rotina de passar horas diante da tela do computador. Essa prática, comum atualmente, faz piscar 60% menos e já tem nome o problema que este mau hábito gera: Síndrome do Computador

Até 70% dos pacientes que procuram os consultórios oftalmológicos com queixas de desconforto ocular dentro do conjunto de sintomas que inclui cansaço visual, olho seco e visão turva, são portadores da Síndrome do Computador. É como se chama a falta de lubrificação do olho decorrente do não piscar o necessário e impedir a lubrificação do olho adequadamente. Essas pessoas invariavelmente passam mais de três horas diárias em frente ao computador.
Há problemas que surgiram em conseqüência do comportamento e dos processos que vivenciamos atualmente. Há menos de 20 anos, não tínhamos esse diagnóstico, diz o oftalmologista Canrobert Oliveira, especializado em cirurgia refrativa e diretor do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB).
Fadiga - A Síndrome do Computador não é a única disfunção decorrente do modo como vivemos. A fadiga ocular está cada vez mais comum nos consultórios oftalmológicos, e decorre do esforço repetitivo de ler e escrever. Acomete cerca de 60% da população na melhor fase produtiva, de 18 a 45 anos de idade, segundo estudo realizado por uma indústria de lentes multinacional.
A solução é mudar de hábitos, tomar precauções em tempo, ou, “no ápice do esgotamento, a única saída é parar por completo e isso nem sempre é conveniente no momento em que se impõe”, observa o médico.
Sinais - A Síndrome do Computador faz o seu portador queixar-se de cansaço visual, olho seco, visão turva e astenopia (dor e irritação) e, no consultório, não raro, é confundido e diagnosticado como presbiopia, erro refrativo ou hipermetropia latente, que devem ser descartados, alerta Canrobert.
Piscada - O médico, diante desse quadro, deve buscar os sintomas de olho seco especialmente, pois é mais aproximado, uma vez que estudos têm mostrado que, em frente ao computador, o número de piscadas das pessoas reduz em até 60% em relação a quando não estão fixadas na tela. Essa falta de piscar leva a não lubrificação, pois os músculos que a provocam não são ativados. A estimativa é de que na população em geral, incluindo os que não procuram oftalmologistas, a Síndrome do Computador esteja presente em 40% das pessoas. Quando essa disfunção é detectada, Canrobert destaca que há diferentes tratamentos para aliviar o paciente dependendo da gravidade, podem incluir compressas mornas, colírios e até antibióticos com corticóides.
Já a fadiga ocular leva o paciente a queixar-se de náuseas, cefaléia, enjôo, e redução da competência para a leitura. Seu aparecimento pode ser favorecido por alguns fatores como olhos com graus mal corrigidos, óculos vencidos, má iluminação no ambiente de trabalho ou excesso de iluminação e excesso de carga de trabalho para perto como ler e escrever.
O resultado do tratamento vai depender da nova disciplina que o paciente vai adotar diante da sua rotina.
O ideal é seguir a risca uma receita simples e eficiente, segundo o oftalmologista: para cada 50 minutos de atividade em frente ao computador, parar três minutos, aproximar de uma janela e olhar para longe para que a musculatura intrínseca do olho (ciliar) descanse e exerça com a maior qualidade sua função fisiológica.

Diagnóstico precoce e adesão ao tratamento do glaucoma podem evitar cegueira

Terapia com colírios é capaz de preservar a capacidade visual
O glaucoma já atinge 900 mil brasileiros e cerca de 70 milhões de pessoas no mundo, sendo o principal responsável pela perda de visão que poderia ser evitada. Tal é a gravidade da doença, que entidades internacionais criaram o Dia Mundial do Glaucoma – celebrado pela primeira vez em 06 de março próximo.
Uma das principais aliadas no tratamento do glaucoma é a disciplina. Foi exatamente essa a conduta de Marieta Prieto, de 73 anos, para a preservação da sua visão. Em 2003, Marieta recebeu o diagnóstico da doença e seu oftalmologista deu o alerta: “o glaucoma é o principal responsável pela perda de visão evitável, o que significa que a progressão ou não da doença depende de você”.
“Marieta é uma pessoa muito consciente da necessidade da adesão ao tratamento”, revela Francisco Max Damico, oftalmologista do Hospital Sírio Libanês de São Paulo. “Com o diagnóstico precoce, exames clínicos de fundo de olho e de medição da pressão intra-ocular, o glaucoma é tratado e a cegueira, evitável.”
“Sigo rigorosamente o tratamento prescrito pelo oftalmologista. Uso colírio diariamente e a cada quatro meses vou ao oftalmologista. A doença estacionou”, diz Marieta. Ela conta também que não tem limitação nenhuma nas atividades do seu dia-a-dia por conta do glaucoma.
Damico explica que doenças graves como oclusões vasculares da retina (derrame na retina) e alguns tipos de glaucoma podem ser atenuados com a avaliação de fatores de risco, que incluem doenças como diabetes, hipertensão arterial, doenças cardíacas e reumáticas, além de tabagismo e alta miopia. Outras doenças, como degeneração macular e o tipo mais comum de glaucoma, podem ter o ritmo de progressão diminuído significativamente com o tratamento, de forma que não provoquem perda visual no decorrer da vida. “Até mesmo conjuntivites podem provocar perda visual irreversível. Daí a importância da orientação do oftalmologista, profissional habilitado em prescrever o tratamento adequado.”
Indolor e sem sintomas em mais de 90% dos casos, o glaucoma é o principal responsável pela perda evitável de visão. Caracterizado pelo aumento da pressão intra-ocular, que evolui com dano do nervo óptico, o glaucoma é uma doença crônica que faz com que o campo de visão diminua com o tempo, de maneira gradual e irreversível. Na sua forma mais avançada, os pacientes mantêm apenas a visão central.
A melhor forma de evitar os danos visuais do glaucoma é consultar periodicamente um oftalmologista. A cada dois anos até os 40 anos e anualmente a partir dessa idade. “Se houver história familiar de doenças oculares (glaucoma, degeneração macular) ou doenças sistêmicas (hipertensão arterial e diabetes), as consultas devem ser no máximo anuais independentemente da idade do paciente”, aconselha Damico.
Fundada em 1849, a Pfizer é uma indústria farmacêutica de origem norte-americana que pesquisa, desenvolve e comercializa medicamentos líderes nas áreas de saúde humana e animal. Presente em 140 países, a empresa está no Brasil desde 1952 e, atualmente, emprega cerca de 1,9 mil funcionários.
Fonte: CDN Comunicação Corporativa

Catarata: nova lente imita o cristalino

Lente elimina imperfeições periféricas do sistema ocular e a dificuldade de enxergar em ambientes mal iluminados que é 4 vezes maior entre portadores de catarata
A catarata é considerada uma questão de saúde pública apontada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como a maior causa de cegueira evitável. Responde por metade dos casos de perda total da visão que atinge 36 milhões de pessoas no mundo. Dos 15,7 milhões de brasileiros com mais de 60 anos, 60% (9,42 milhões) são portadores da doença. Segundo o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto (foto), a catarata resulta do envelhecimento natural dos olhos que torna opaco e rígido nosso cristalino – lente transparente dos olhos responsável pelo foco. O implante de uma lente intra-ocular que substitui o cristalino é a única solução para voltar a enxergar.
O especialista afirma que a cirurgia acaba de dar um salto de qualidade com lentes que chegam muito próximas do nosso cristalino natural. Isso porque, foram desenvolvidas a partir da tecnologia de frente de onda (wavefront), a mesma que possibilitou a personalização da cirurgia refrativa para corrigir miopia, astigmatismo e hipermetropia.
Ele explica que as imperfeições periféricas do nosso sistema óptico sofrem alterações conforme envelhecemos. Para reduzir estas imperfeições as novas lentes são asféricas, ou seja, o grau varia gradativamente do centro até a borda. Isso faz com que garantam melhor visão funcional que se refere à rapidez de leitura, percepção de contraste e capacidade de enxergar em níveis variáveis de iluminação. Trata-se de um ganho importante, ressalta, porque diversos estudos demonstram que com o avanço da idade a dificuldade de enxergar com pouca luz é quatro vezes maior, o que traz limitações no trabalho, facilita acidentes de trânsito e quedas mesmo em ambientes familiares.
Queiroz Neto diz que a nova lente corrige miopia de até 14 graus e hipermetropia de até 8 graus. É aplanada da região central para a superfície. Esta apodização, explica, tem a função de diminuir a visão de halos noturnos e de regular a entrada de luz até a retina, independente da capacidade de contração e dilatação da pupila que também se torna reduzida a partir dos 60 anos. Segundo estudo conduzido pelo fabricante, dispensa a necessidade de óculos em 80% dos casos, por permitir a boa visão de perto, meia distância e de longe que são garantidas respectivamente pela parte central, intermediária e periférica da lente.
Cirurgia é minimamente invasiva
O médico afirma que muitas pessoas prorrogam a cirurgia, o que é um erro. Isso porque a catarata madura, como popularmente é conhecida, torna o cristalino muito rígido o que aumenta os riscos de complicações pós-operatórias e impede o implante da nova lente. A cirurgia é ambulatorial, feita com anestesia local (colírio) através de um ultra-som que aspira ao cristalino e injeta a lente dobrada atrás da íris. Queiroz Neto destaca que a nova tecnologia permite uma menor incisão entre 1,9 a 2,2 mm o que trará resultados mais previsíveis e menor indução ao astigmatismo pós-cirúrgico. Ele diz que o sucesso da cirurgia é garantido por um bom pré-operatório que inclui diversos exames clínicos e a biometria de imersão que aumenta em cinco vezes a precisão do cálculo da lente a ser implantada. A recuperação total acontece em uma semana, mas em 24 horas é possível retomar o trabalho, comenta.
Saiba como adiar a catarata
Estima-se que a catarata pode ser adiada em 10 anos. As principais recomendações para proteger o cristalino são:
Proteger os olhos da radiação ultravioleta emitida pelo sol com boné, chapéu ou lentes que tenham proteção comprovada;
Evitar o consumo excessivo de sal, tabaco e bebidas alcoólicas;
Adicionar à alimentação frutas e vegetais ricos em vitamina A, C e E que atuam como antioxidantes do cristalino;
Controlar os níveis de glicose no sangue através de exames periódicos.