| A visão
depois dos quarenta anos
Oftalmologista do Instituto Penido Burnier explica o que acontece
com a visão das pessoas após os 40 anos
Os principais avanços para o tratamento da presbiopia, a
popular "vista cansada".
O oftalmologista Alberto Gallo Neto, do Instituto Penido Burnier,
de Campinas, centro oftalmológico de projeção
internacional, faz uma análise da visão das pessoas
após os 40 anos e comenta as principais técnicas disponíveis
para o tratamento da presbiopia, conhecida popularmente como "vista
cansada". Gallo Neto discorre no seu texto sobre essas técnicas
e as suas indicações para cada caso.
Você é aquela pessoa que sempre enxergou bem, tem quarenta
e poucos anos, e aos poucos ou de repente, sua visão para
perto piorou e você começou a esticar os braços?
Ou já usava óculos e percebeu que na leitura ou no
computador sua visão embaçou? Pois isso é absolutamente
natural.
Nosso olho funciona como uma máquina fotográfica.
Quando apertamos o botão das máquinas modernas, automaticamente,
vemos no visor o ajuste perfeito da imagem. É o ajuste do
Foco. Nossos olhos possuem lentes naturais e músculos capazes
de promover o foco da imagem em frações de segundo.
Este processo é chamado acomodação. Ao redor
dos 40 anos começamos a perder gradual e naturalmente nosso
potencial de acomodação, portanto a visão para
perto começa a piorar. Mas porque a visão para longe
se mantém estável? Porque para a visão de longe,
a musculatura do olho e o cristalino (nossa lente natural), estão
na posição de repouso. Ao focar os objetos próximos,
a musculatura interna do olho se contrai, o cristalino muda de forma
e focamos corretamente. Ao perdermos esta capacidade, popularmente,
ficaremos com a vista cansada, na oftalmologia conhecida como presbiopia.
E o que fazer para compensar a presbiopia? Em primeiro lugar, usar
óculos. Se a sua visão é boa para longe, usar
somente os óculos para leitura, computador e trabalhos manuais
é a opção mais simples. Outra opção
mais sofisticada são os óculos multifocais, adequados
também para aquela pessoa que já usava óculos
antes dos 40 anos. Estes óculos ajustam a visão para
todas as distâncias. Mas as pessoas tendem a resistir quando
o oftalmologista prescreve os multifocais, dizendo que não
vão se acostumar, que já escutaram de outras pessoas
relatos desagradáveis ou que são lentes "feias".
Puro preconceito. As lentes multifocais são transparentes,
esteticamente normais, ao contrário das bifocais, que mostram
a divisão na lente. A tecnologia envolvida nestas lentes
multifocais, proporciona uma qualidade visual excelente, e uma adaptação
bem tranqüila. Claro que é necessário algum tempo
e motivação para se acostumar com estes novos óculos,
como tudo na vida. A movimentação da cabeça
e dos olhos devem se adequar a arquitetura da lente. Fazendo uma
analogia, lembre-se que ninguém nasceu sabendo dirigir ou
andar de bicicleta.
Mas como oftalmologista afirmo: 80% ou mais das pessoas odeiam os
óculos, preferindo sacrificar sua nitidez visual a usá-lo.
Digo que após os 45 anos ninguém enxerga bem sem óculos.
Acostuma-se a enxergar mal. Se você está bem para longe,
está ruim para perto ou vice-versa no caso dos míopes(
estes podem tirar os óculos para perto). Mas como enfrentar
este desafio de corrigir a visão das pessoas que tem pavor
dos óculos? Lentes de contato e cirurgia são as opções.
Vamos começar com as lentes de contato. Se a pessoa enxerga
bem para longe, podemos adaptar uma lente de contato, somente em
1 olho, para perto. Fazemos assim um bifocal natural. Um olho para
longe, outro para perto. Muitas pessoas se dão bem assim,
nem que seja para uso social. Uma opção simples e
barata. Mas aí vem a pergunta: este olho com a lente para
perto, vai piorar para longe? Sim. Com testes simples podemos avaliar
o comportamento visual com a lente.
Para aquelas pessoas que já tem grau para longe, a estratégia
é semelhante, colocando-se uma lente de contato para longe
e outra para perto. Ainda em lentes de contato, as bifocais ou multifocais,
também podem proporcionar uma visão bestante nítida
para longe e perto, simultaneamente, havendo a necessidade de um
teste prévio mais detalhado, mesmo por se tratar de lentes
de contato mais caras. Também pode haver comprometimento
da visão de longe com estas lentes.
Por último, a opção cirúrgica. Primeiro
a cirurgia com raio laser, chamado Excimer Laser. Uma cirurgia rápida,
muito segura e de altíssima precisão. Duas técnicas
são feitas com o laser, o P.R.K. (laser na superfície
do olho, com recuperação visual mais lenta) e o L.A.S.I.K.
(laser abaixo da superfície do olho, com recuperação
mais rápida). A melhor técnica para o seu olho vai
depender do seu grau, dos seus exames pré-operatórios
e do seu oftalmologista. Mas, novamente, caímos na mesma
situação: um olho vai melhorar para perto e outro
vai ficar para longe. 95% dos pacientes operados desta maneira ficam
muito satisfeitos e dispensam os óculos de perto e longe
para praticamente todas as situações. A aplicação
do laser de forma multifocal já é realidade e está
chegando no Brasil. Esta forma de laser proporcionará visão
para longe e perto, para os dois olhos, com mínimo efeito
colateral.
A segunda opção cirúrgica são as lentes
intraoculares. A cirurgia consiste em substituir o cristalino natural,
por uma lente nova, com o grau apropriado de cada pessoa. Uma cirurgia
rápida e muito segura também. Geralmente é
realizada em pessoas acima dos 50 anos de idade, para graus mais
altos de longe e perto, ou pessoas que possuem contra indicação
para o Excimer Laser. As lentes intraoculares são apresentadas
em vários modelos, e a estratégia de um olho para
longe e outro para perto também pode ser seguida. Porém
existem pacientes que são candidatos às lentes intraoculares
multifocais, a mais nova tecnologia em implantes oculares. Essas
lentes podem ser programadas para ajustar a visão para longe
e perto, nos dois olhos, com ótimos resultados. Uma avaliação
pré-operatória detalhada é necessária
para este tipo de cirurgia e o oftalmologista deve orientar os prós
e contras do implante. A pessoa que realiza esta cirurgia, não
terá mais catarata (cristalino opaco), pois se trata da mesma
cirurgia com a intenção de corrigir o grau.
Portanto, vemos que mesmo com a visão começando a
falhar após os 40 anos, a tecnologia vem a galope para compensar
estas perdas. A cada ano as lentes de óculos e de contato
ficam melhores, e as cirurgias a Laser e de implantes mais seguras
e previsíveis. Mas não desanime, isso é só
uma parte das nossas mudanças oculares. É após
os 40 anos que devemos intensificar o diagnóstico e prevenção
do glaucoma, da retinopatia diabética, da degeneração
macular e da catarata. Consulte um oftalmologista pelo menos em
intervalos de 2 anos.
Fonte: Assessoria de Imprensa do Instituto Penido Burnier
Editora Senac Rio lança ‘Óptica
passo a passo: do atendimento ao laboratório’
Livro traz conhecimentos essenciais para profissionais
e estudantes que desejam atuar na área
Com lançamento oficial no dia 11 de agosto na livraria Travessa,
de Ipanema, o livro ‘Óptica passo a passo’ (Editora
Senac Rio) aborda todos os processos da fabricação
de óculos e lentes que auxiliam na correção
visual. Amplamente ilustrada, a obra escrita pelo especialista José
Hamilton Machado tem linguagem simples e acessível, fornecendo
em detalhes os conhecimentos básicos da área de óptica
e expondo conteúdos essenciais a profissionais do setor,
estudantes e a todos aqueles que desejam entrar no mercado ou dominar
o assunto em suas particularidades.
Da interpretação de receitas oftálmicas à
definição de ametropias, o autor percorre todos os
assuntos ligados à correção visual por meio
de óculos e lentes. ‘Óptica passo a passo’
é fonte de referência obrigatória para aprimorar
a qualificação técnica de profissionais e estudantes
do ramo, de modo a torná-los capazes de prestar um eficiente
atendimento. “A ideia do livro surgiu da necessidade percebida
no momento de fazer treinamento de equipes de vendas. Faltava um
material didático que reunisse todas as informações
em um mesmo local. Mostrar segurança ao indicar o produto
no momento do atendimento é, hoje, a forma mais eficaz de
fidelizar o consumidor”, defende José Hamilton Machado,
que é gerente de qualidade e mercado da Essilor Brasil.
Dividido em 21 capítulos, o livro trata de assuntos indispensáveis,
tais como: ‘Anatomia do olho’; ‘Indicação
de lentes em função do tipo de ametropia’; ‘Tipos
de lente com relação ao foco’; ’Guia de
solução de problemas na adaptação de
lentes progressivas’ ;‘ Cálculos usados nos processos
de surfaçagem’; ‘Guia de conferência dos
óculos ’; ‘Materiais usados na confecção
de lentes oftálmicas’; e ‘Layout do laboratório’.
“Que esta obra seja de utilidade para aqueles que pretendem
ingressar ou já atuam neste importante ramo profissional,
que tem como principal atribuição contribuir para
o ser humano enxergar melhor e reconhecer a necessidade de cuidar
de sua saúde visual”, diz José Hamilton Machado.
Sobre o autor
O autor José Hamilton Machado atualmente é gerente
de qualidade e mercado da Essilor Brasil e construiu sólida
carreira no mercado óptico, exercendo atividades profissionais
desde 1981. Ocupou diversos cargos em laboratórios de grande
porte. Machado atuou ainda como instrutor de cursos no Senac e proferiu
palestras em simpósios da área óptica. Com
vasta experiência em treinamento de equipes de venda, elaborou
vários manuais e apostilas. Possui ainda formação
técnica em contabilidade, é graduado em Administração
e pós-graduado em Gestão Estratégica e Qualidade.
Título: Óptica passo a passo: do atendimento ao laboratório
Autor: José Hamilton Machado
Editora Senac Rio. 172 páginas. Preço: R$ 65,00.
Brochura: 18cm x 23cm/ ISBN 978-85-7756-052-3
Serviço lançamento do livro
Local: Livraria Travessa, Rua Visconde de Pirajá, 572, Ipanema
Data: 11 de agosto (terça-feira)
Horário: 19h
Sobre a Editora Senac Rio
A Editora Senac Rio desenvolve produtos e serviços que visam
à difusão de soluções para uma vida
produtiva de sucesso, de pessoas e organizações, colaborando
para o fortalecimento do comércio de bens, de serviços
e do turismo e para a evolução econômica, social
e ambiental dos mercados e das sociedades que alcança por
meio da palavra. Desde a sua fundação, em 2000, a
Editora publica obras de alto valor agregado que contribuem para
a construção de competências de pessoas e organizações
no mundo do trabalho. Com base na identificação de
desafios e necessidades da atualidade, a Editora tem como meta conquistar
a excelência em conteúdos que promovam o enriquecimento
das aptidões gerenciais e técnicas de pessoas e organizações,
a fim de torná-las mais competitivas, prósperas e
socialmente responsáveis.
Sobre o Senac Rio
O Senac Rio é parte integrante do Sistema Fecomércio-RJ,
composto também por Fecomércio-RJ e Sesc Rio. O Sistema
Fecomércio-RJ representa os interesses do comércio
de Bens, Serviços e Turismo, reunindo mais de 400 mil empresas,
que respondem por cerca de 60% do PIB e por mais de 3,0 milhões
de empregos formais. A missão do Sistema Fecomércio-RJ
é promover o bem-estar social, construir competências
de pessoas e organizações e incentivar o crescimento
empresarial, em harmonia com o desenvolvimento sustentável
da sociedade.
Fonte: Contextual Comunicação
Sindrome do olho seco pode comprometer aproveitamento
escolar do adolescente
Adolescente que é adolescente não dispensa o trio
vídeo-game, TV e computador. Quando não é a
MTV, é o Orkut, MSN e outros programas de comunicação
on-line que o fazem permanecer horas diante do monitor, se não
houver um pouco de controle dos pais. E quando chega a época
das aulas na escola ou no cursinho, ainda tem as pesquisas na Internet...
Todas estas situações juntas em excesso podem desencadear
a Síndrome do Olho Seco, problema visual que tem como principais
sintomas ardência, dor nos olhos, sensação de
corpo estranho e visão embaçada que piora ao longo
do dia. Não é uma doença muito comum na faixa
etária dos 12 aos 18 anos, mas deve ser tratada de maneira
adequada para evitar o agravamento do problema. Isso significa,
na maioria dos casos, instilar lágrima artificial em gotas
de acordo com a recomendação do oftalmologista. A
prevenção, por meio de exames periódicos, também
é recomendada por especialistas e escolas.
“O acompanhamento do aluno durante o ano letivo é importante
para prevenir problemas que acabam por comprometer o rendimento
escolar”, alerta o Prof. Dr. José Álvaro Pereira
Gomes, presidente científico da Associação
dos Portadores de Olho Seco (APOS).
A capacidade visual do aluno pode ser prejudicada, por exemplo,
se ele reduzir o número de piscadas quando estiver concentrado
no vídeo-game ou em frente à tela do computador à
noite ou durante finais de semana. Segundo o presidente científico
da APOS, “a maioria das pessoas tende a contrair as pálpebras
ao ler um livro ou diante do monitor, por isso recomendamos um cuidado
maior quanto a este comportamento, o que juntamente com a inibição
do piscar, provoca esforço visual excessivo e sintomas de
ressecamento dos olhos”.
Na hora dos exames periódicos ou da utilização
de produtos específicos para tratar o olho seco, os país
também exercem papel importante: “Se não houver
muito tato na conversa com o adolescente, ele pode não seguir
o tratamento, o que só agrava o quadro. Por isso, é
necessária uma integração total entre o adolescente,
os pais e o oftalmologista”, recomenda o presidente científico
da APOS.
A APOS, Associação dos Portadores de Olho Seco, existe
desde 2004 para oferecer apoio, educação e informação
a todos os familiares e pacientes com Olho Seco. É uma organização
não governamental (ONG) sem fins lucrativos e independente.
Funciona à Rua Tamandaré, 693, 1º andar - Liberdade,
São Paulo, telefone (11) 3208-8727, e-mail apos@apos.org.br
e site www.apos.org.br
Dr. José Álvaro Pereira Gomes, professor de oftalmologia
da UNIFESP e presidente científico da Associação
dos Portadores de Olho Seco (APOS) está disponível
para entrevistas.
Estudo revela relação
entre poluição e a síndrome do olho seco
São Paulo é a maior cidade da América Latina,
com mais de 10 milhões de habitantes e por onde transitam
mais de 8 milhões de veículos. A altitude e as condições
atmosféricas da cidade dificultam a dispersão do ar,
fazendo com que a cidade funcione como uma grande câmara de
intoxicação. Os principais contaminantes ambientais
são monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio
(NOx), dióxido de enxofre (SO2), ozônio e material
particulado (PM), e são produzidos pelas indústrias
e pela rede de transporte veicular.
Uma pesquisa, realizado em setembro de 2007, constatou que os olhos
também são afetados pela poluição e
que a causa da inflamação crônica é a
tentativa de proteger os olhos do agente agressor. O estudo mostra
também que a poluição predispõe a ou
acentua alterações oculares como alergia e a Síndrome
do Olho Seco.
Dados de voluntários de São Paulo foram analisados
e comparados com os de Divinolândia, cidade localizada no
interior do estado de SP, de níveis mais baixos de poluição,
por estar localizada em zona rural*. Cada pessoa permaneceu com
um monitor individual de poluição por 7 dias, em todos
os momentos, e a superfície ocular foi avaliada por meio
de exame clínico e de citologia de impressão, que
é um exame que permite a avaliação das camadas
superficiais da conjuntiva.
“A conjuntiva é a mucosa dos olhos mais exposta ao
ambiente externo, e somente o filme lacrimal separa a superfície
dos olhos da ação direta dos poluentes”, explica
Dra. Priscila Novaes, oftalmologista do Hospital das Clínicas
da Universidade de São Paulo –HCFMUSP. “Sintomas
irritativos como olhos vermelhos, sensação de areia
nos olhos, ardência e irritação são mais
freqüentes em pessoas que vivem em ambientes mais poluídos”,
completa.
O Grupo de Superfície Ocular e o Laboratório de Poluição
Atmosférica Experimental, do HCFMUSP, em conjunto com o Laboratório
de Investigaciones Oculares da Universidad de Buenos Aires foram
responsáveis pela pesquisa que evidenciou também que
existe uma variabilidade nesta resposta e que alguns indivíduos
são mais susceptíveis à ação
dos poluentes dispersos no ar do que outros.
Lente de contato em crianças só
com atenção total dos pais
A correção ótica na infância é
realizada, na maioria das vezes, com óculos. Há casos,
porém, que seu uso se torna inviável como, por exemplo,
quando a criança sofre de anisometropia (grande diferença
de erro refrativo entre os olhos). “Se a criança tem
cinco graus de miopia em um olho e zero em outro, os óculos
ficariam pesados e desproporcionais. O cérebro não
conseguiria formar a imagem que os olhos vêem. Nesse caso,
as lentes de contato são úteis, principalmente para
quem tem miopia ou hipermetropia muito mais forte em um dos olhos”,
explica o oftalmologista do Hospital Oftalmológico de Brasília
(HOB), Eduardo Rocha.
Toda mãe sabe que a visão é um elo importante
entre a criança e o mundo que a rodeia, pois interfere no
aprendizado e no desenvolvimento. Os cuidados com a saúde
ocular durante a infância são essenciais para garantir
uma visão saudável pelo resto de sua vida. Os erros
refracionários (miopia, astigmatismo e hipermetropia) são
muito comuns e as lentes de contato auxiliam em seu tratamento se
o diagnóstico for realizado em tempo. “Os pais devem
ficar atentos aos menores indícios de problemas na visão
de seus filhos. Se uma criança tropeça muito, não
consegue enxergar brinquedos nem ver seus pais a uma pequena distância
é sinal de que sua visão pode estar com problemas”,
alerta o médico do HOB.
Diagnóstico – Após
um exame refracional, cabe ao oftalmologista definir a melhor opção
de lentes para cada caso. As gelatinosas são as mais adotadas
pelos oftalmologistas devido à facilidade de seu manuseio.
Tratamento – O uso de lentes de
contato na infância pode se estender até a idade adulta,
momento em que a pessoa estará apta a ser avaliada para uma
cirurgia refrativa. Dessa forma, o médico alerta que a dedicação
e a paciência dos pais ou responsáveis são determinantes
para o sucesso do tratamento. “Os pais também devem
ser treinados para o manuseio das lentes, além de receber
as orientações necessárias referentes aos cuidados
de higiene e lubrificação com o uso de produtos adequados”
explica.
Rotina – A atenção
com o uso das lentes de contato em crianças é fundamental
para a preservação da saúde ocular. Para crianças
com até 6 anos de idade recomenda-se lentes gelatinosas,
uma vez que permitem maior oxigenação da córnea.
Eduardo Rocha lembra que estas são as únicas lentes
que o paciente pode usar enquanto dorme, já que possuem uma
permeabilidade maior de oxigênio, sendo necessária
apenas uma interrupção semanal para a limpeza das
lentes e visita ao oftalmologista. Dormir com qualquer outro tipo
de lente é procedimento condenado pelo médico tanto
para adultos, quanto para crianças. “A córnea
precisa respirar”, diz Rocha.
O médico do HOB conta que os cuidados com a higiene são
imprescindíveis. Os pais não devem permitir que a
criança entre em piscinas ou brinque com areia enquanto estiver
com as lentes. Ele alerta para a higiene das mãos e a atenção
no sentido de evitar que as crianças levem as mãos
aos olhos com muita freqüência.
Limpeza – A limpeza diária
das lentes de contato é essencial para eliminar gorduras
e resíduos de sujeira que grudam na superfície das
lentes, assinala o médico. Usando os dedos polegar e indicador,
o paciente deve esfregar gentilmente as lentes, utilizando soluções
antissépticas específicas. A desinfecção
só se completa com a colocação das lentes no
estojo fechado, contendo uma solução apropriada pelo
período de quatro a seis horas.
Complicações – Rocha
alerta que o uso de lentes cosméticas para fins estéticos,
isto é, as que mudam a cor da íris, não é
indicado para crianças por exigirem menor tempo de uso por
dia, e uma atenção redobrada no manuseio. “O
uso excessivo, a limpeza e higienização inadequadas
podem deliberar a proliferação de microorganismos
e complicações como hipóxia (baixa oxigenação
da córnea) ou úlceras de córnea. Os pais ou
responsáveis precisam ficar atentos a qualquer alteração
nos olhos da criança como: lacrimejamento, dor, olho vermelho,
mancha opaca na córnea e/ou secreção. Nesses
casos, é necessária a remoção imediata
das lentes de contato e exame oftalmológico” conta.
Fundação Abiótica lança
projeto para inclusão social de adolescentes de baixa renda
A Abiótica acaba de lançar seu projeto de inclusão
social e capacitação de profissionais do setor óptico
por intermédio da Fundação Abiótica
pelo Direito de Enxergar Direito. A iniciativa, em parceria com
a Fundação Projeto Pescar, tem o intuito de criar
centros educacionais profissionalizantes para jovens carentes com
idade entre 16 e 19 anos.
A Fundação Abiótica conta com a parceria e
experiência do Projeto Pescar para cativar e organizar os
empresários do ramo óptico para a criação
de centros educacionais que irão aumentar o nível
profissional do setor e contribuir para o resgate da cidadania.
Presidida por Norberto Farina, paraninfo da primeira turma formada
pelo Projeto Pescar e empresário do segmento óptico
(Óptica Mitani), a Fundação Abiótica
conta com Edy Titebaum (Optitex), como vice-presidente, e Rui de
Souza Lima Jr. (Sáfilo), como diretor financeiro. “Para
mim é uma recompensa participar desta iniciativa, pois iniciei
minha carreira em um projeto similar no Banco do Brasil”,
diz Lima Jr.
Bento Alcoforado, presidente da Abiótica e presidente do
conselho da Fundação Abiótica, diz que a luta
para concretizar a idéia da Fundação, que começou
a dar seus primeiros passos em 1999, foi grande. “Da idéia
inicial, formatação, busca de parceiros e concretização
precisamos de muito empenho das pessoas envolvidas com o projeto”,
diz Alcoforado. O esteta-óptico, Miguel Gianinni, que é
o embaixador da Fundação Abiótica, se diz feliz
pelo projeto ter sido lançado e acha que essa iniciativa
só contribuirá para o crescimento do setor.
Sobre a Fundação Abiótica
Constituída em 1999, a Fundação Abiótica
– Pelo Direito de Enxergar Direito foi retomada em 2007 com
a nomeação de Miguel Giannini como embaixador da entidade
e a doação de R$ 200 mil feita pela própria
Associação. A Fundação tem como objetivo
ajudar pessoas carentes por meio de ações sociais,
vinculadas à visão, que serão apoiadas pelos
associados e também pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia.
Sobre a Fundação Projeto Pescar
A Fundação Projeto Pescar é uma organização
não-governamental, sem fins lucrativos, mantida por empresas
e apoiada por instituições privadas e públicas,
nacionais e internacionais. Foi criada em 1995 para disseminar o
modelo pioneiro de franquia social desenvolvido pelo Projeto Pescar
no Brasil. Sua principal atividade é sensibilizar e envolver
organizações empresariais no resgate da cidadania
e na preparação de adolescentes de baixa renda por
meio do exercício de uma profissão, de modo a promover
inclusão social.
“Rubéola pode causar danos
irreversíveis”, diz médico
Especialista diz que maiores prejuízos causados pelo
vírus são em decorrência da Síndrome
da Rubéola Congênita, transmitida de mãe para
filho, na gravidez
Em entrevista à Agência Saúde, do Ministério
da Saúde, Paulo Nader, presidente do Departamento Científico
de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), disse
que o grande problema da rubéola é quando a gestante
adquire a doença e infecta o feto, na chamada Síndrome
da Rubéola Congênita (SRC). Ela traz danos irreparáveis
como cegueira, surdez, anomalias cardíacas e retardamento
mental por toda a vida.
O médico lembra que, mesmo quem já tomou a vacina,
deve se vacinar novamente. “Esta nova dose irá garantir
uma maior proteção”, resume. Outra observação
importante é com relação ao público
masculino: “É com a vacinação dos homens
que se diminuirá também a chance das mulheres que
não forem vacinadas de adquirirem a doença na gestação”,
diz Nader.
AGÊNCIA SAÚDE – Como o senhor analisa a importância
desta Campanha Nacional de Vacinação para a Eliminação
da Rubéola, lançada pelo Ministério da Saúde
no último dia 9 de agosto sob o ponto de vista das crianças?
PAULO NADER - A campanha de vacinação contra a rubéola
é de extrema importância para as crianças brasileiras.
Enquanto presidente do Departamento Científico de Neonatologia
da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), eu tenho a certeza de
que haverá uma redução drástica no número
de crianças que nascerão com rubéola congênita,
contribuindo para uma queda, principalmente nas seqüelas desta
doença.
AGÊNCIA SAÚDE – O número de mortes por
rubéola é relativamente pequeno. Entre 1990 e 2006,
foram registrados 19 óbitos no país por causa da doença.
Mas a rubéola deixa outras vítimas pelo caminho: a
infecção durante a gravidez que causa a Síndrome
de Rubéola Congênita (SRC), responsável por
danos irreparáveis como cegueira, surdez, anomalias cardíacas
e retardamento mental por toda a vida.
NADER - Os dados de mortalidade registrados por rubéola congênita
realmente são pequenos. Porém, muitos casos de abortamento
podem estar ocorrendo por infecções de gestantes não
protegidas. Nossa preocupação maior é com as
conseqüências da rubéola congênita. Muitos
dos casos de surdez irreversíveis são em conseqüência
das infecções congênitas por rubéola.
Os custos com essas crianças na área da educação
e socialização são altíssimos. Em alguns
casos, a surdez pode ocorrer anos após (na idade adulta).
Já nos casos de cegueira por catarata congênita, há
a necessidade de intervenção precoce especializada.
As lesões de retina também ocorrem, levando a danos
permanentes. Em muitos casos, a cegueira é irreversível.
Nos casos de cardiopatia congênita, os danos só poderão
ser corrigidos cirurgicamente, com risco alto de mortalidade. Além
disso, várias crianças apresentam dano neurológico
por encefalite, em 20% dos casos. Essas lesões levam a retardo
mental e paralisia cerebral. Ao evitarmos a doença por meio
da vacinação, reduziremos drasticamente os números
de crianças seqüeladas, melhorando a qualidade de vida
da população.
AGÊNCIA SAÚDE – Quais são os perigos para
a saúde de quem contrai o vírus da rubéola?
NADER - Nas crianças, a doença pode causar febre,
aumento dos gânglios, dor articular e raramente encefalite.
O grande problema da rubéola é quando a gestante adquire
a doença e infecta o feto. É quando ocorre a Síndrome
da Rubéola Congênita (SRC), com danos irreparáveis
como cegueira, surdez, anomalias cardíacas e retardamento
mental por toda a vida.
AGÊNCIA SAÚDE – Por que mesmo quem já
foi vacinado deve tomar a vacina novamente?
NADER - Esta nova dose irá garantir uma maior proteção.
AGÊNCIA SAÚDE – Embora a campanha seja focada
na população de 12 a 39 anos, quais podem ser as reações
adversas (efeitos colaterais) para as crianças ao tomarem
a vacina, já a que a mesma está incluída no
calendário da vacinação?
NADER – Normalmente, não existem efeitos colaterais
maiores nas crianças vacinadas contra rubéola. Algumas
podem apresentar um pouco de febre. Outras manifestações
são realmente muito raras.
AGÊNCIA SAÚDE – Existe alguma relação
entre o uso da vacina e a possibilidade de causar infertilidade?
NADER - Não existe nenhum registro na literatura médica
mostrando que o uso da vacina da rubéola cause infertilidade.
Essa informação não procede.
AGÊNCIA SAÚDE – Por que é considerada
importante a participação do público masculino
na campanha? Como sensibilizar os homens a se vacinarem?
NADER - A vacinação dos homens irá aumentar
ainda mais a chance de ser eliminada a rubéola no nosso país.
Não só a congênita, mas também a adquirida
em crianças e adultos. A vacinação dos homens
também diminui a chance das mulheres que não forem
vacinadas de adquirirem a doença na gestação.
AGÊNCIA SAÚDE – Mulheres grávidas podem
tomar a vacina? Se ela tomar e só depois descobrir que está
grávida, o que fazer?
NADER - A vacina da rubéola é contra-indicada na gestação
por ser feita com vírus atenuado. No entanto, se ela for
vacinada acidentalmente, o Sistema de Vigilância Epidemiológica
orienta essas mães e promove um controle durante a gestação.
Nestes casos, o Posto de Saúde sabe como encaminhar estas
gestantes.
Novos hábitos podem evitar instalação
da maior causa de cegueira irreversível na terceira idade
Brasília, 01/09/08 - Cerca de 60 mil novos casos de Degeneração
Macular Relacionada à Idade (DMRI) são diagnosticados
anualmente no Brasil. A disfunção visual que atinge
uma das áreas mais nobres da visão, ou seja, a mácula,
responsável pela visão central dentro da retina, tem
como conseqüência a acentuação gradual
da dificuldade de enxergar com nitidez os objetos que passam a se
parecer com borrões.
De acordo com o diretor do departamento de doenças da retina
e do vítreo do Hospital Oftalmológico de Brasília
(HOB), Sergio Kniggendorf, há formas de retardar e até
evitar o aparecimento da Degeneração Macular a partir
da prática de hábitos saudáveis. A disfunção
visual normalmente, se manifesta após os 50 anos de idade
e se desenvolve em variadas etapas. Entre as características
percebidas pelo paciente estão, por exemplo, o embaçamento
da visão, a dificuldade para ler, escrever, costurar, bordar,
pintar, fazer artesanato e realizar atividades que exigem detalhamento.
“Na fase inicial, se for tratada adequadamente, a Degeneração
não leva à perda de visão”, explica ao
alertar que esta é uma das principais causas de cegueira
irreversível entre pessoas da terceira idade. Mas há
casos raros, em que a Degeneração Macular se manifesta
em pessoas mais jovens.
Perfil - A Degeneração Macular
decorre do envelhecimento das células da retina que vão
perdendo a função a medida em que a idade avança.
Entre os fatores que podem influir no processo de degeneração
macular, alguns estudos, apontam questões genéticas
e argumentam inclusive que a cor da pele pode ter relação
com o desenvolvimento dessa disfunção, diz o oftalmologista.
Ele declara que pessoas com olhos e pele claros apresentam DMRI
com maior freqüência do que as que têm olhos e
pele mais escuros. Já nos povos indígenas, Kniggendorf
ressalta que a ocorrência de DMRI diagnosticada é muito
rara.
Controle - Além desses fatores,
que as pessoas não podem controlar por ser genéticos,
há implicações externas que dependem do controle
do paciente e que podem ser evitados como forma de retardar ou até
mesmo abolir a possibilidade de instalação de DMRI.
Cigarro, exposição demasiada ao sol, alimentação
pobre em antioxidantes e vitaminas e a hipertensão arterial
podem ser fatores controlados e capazes de descartar o aparecimento
do problema.
Tratamento - As avaliações
oftalmológicas periódicas são recomendadas
para pessoas que já passaram dos 50 anos com maior ênfase
do que aos mais jovens, pois quando detectada a presença
de um processo de DMRI em fase inicial os medicamentos existentes
podem garantir a qualidade de vida do paciente. Segundo Kniggendorf
os anti-angiogênicos injetáveis são os medicamentos
mais modernos e eficazes para tratar Degeneração Macular.
Além disso, as instituições de tratamento oftalmológico
dispõem de outras alternativas como a terapia fotodinâmica,
a indicação de corticóides e, nos casos em
que a neovascularização ainda não se desenvolveu,
as vitaminas têm mostrado resultados satisfatórios
como tratamento. “São componentes que agem muito bem
na circulação e, indiretamente, ajudam no fortalecimento
da coróide da retina”, explica o médico.
Como antioxidantes, as vitaminas C, D e E, além do Beta-caroteno,
a Luteína, o Ômega 3, o Selênio e o Zinco diminuem,
comprovadamente, em torno de 75% as chances de ocorrer a Degeneração
Macular Relacionada à Idade, salienta Sérgio Kniggendorf.
Pesquisa revela anseios de usuários
de óculos
FIAM 2008 recebe lente anti-reflexo que atraí sete vezes
menos poeira e é 12 vezes mais fácil de limpar
Se antes eles eram rejeitados devido ao estigma de “fundo
de garrafa”, hoje eles estão na moda, completando o
visual do usuário. Estamos falando dos óculos que
há muito tempo foram alçados de objetos indesejáveis
a itens que dão o toque final no estilo de cada pessoa. Pensando
nisso, a multinacional francesa Essilor, fabricante exclusiva das
lentes multifocais Varilux, lançará na IV Feira Internacional
da Amazônia 2008, que aconteceu entre 10 a 13 de setembro,
em Manaus as primeiras lentes anti-reflexo que repele totalmente
a sujeira e impede que gordura ou água “grude”
na sua superfície, a Essilor Crizal A2.
O novo produto surgiu a partir de um estudo mundial realizado pela
empresa para descobrir a qualidade mais importante de uma lente
na opinião dos usuários de óculos. Foram 2
mil usuários e cerca de 400 profissionais da área
óptica pesquisados. A pesquisa, realizada em oito países
(França, Alemanha, Itália, EUA, Brasil, Japão,
Hong Kong e Índia) chegou à conclusão de que
a nitidez de visão é considerada a qualidade mais
importante para os usuários de óculos. Mais de 64%
deles manifestaram o desejo de adquirir uma lente anti-reflexo na
próxima troca. Dos pesquisados, 40% consideram como a principal
desvantagem de uma lente com anti-reflexo, a necessidade de limpeza
de manchas e poeira. Mais de 50% dos especialistas apontaram que
os usuários que não compram lente anti-reflexo não
o fazem porque elas sujam facilmente, sendo difíceis de limpar.
Segundo Thomas Bayer, presidente da Essilor Brasil e da América
Latina, a partir dessas informações, o departamento
de P&D da empresa buscou desenvolver uma lente anti-reflexo
que não concentrasse tanta poeira. A pesquisa foi essencial
para o nosso objetivo final, chegando a Crizal A2.
De acordo com o diretor de marketing da empresa, Charles-Eric Poussin,
a nova lente, além das qualidades já conhecidas como
transparência, resistência a arranhões, facilidade
de limpeza, agora possui, também propriedades antiestáticas.
Isto é, concentra menos poeira, algo comprovado depois de
submetê-la a uma análise sensorial com outro grupo
de usuários, que comprovou que ela tem sete vezes menos poeira
que uma lente não antiestática. “Pela primeira
vez na indústria oftálmica foi utilizada a análise
sensorial”, vibra o diretor, acrescentando que ela faz parte
de uma nova geração de lentes, representando um grande
avanço tecnológico.
O oftalmologista Marcus Sáfady, consultor do Instituto Varilux
da Visão, reforça os dados da pesquisa, confirmando
que a maioria dos seus pacientes que usam óculos se incomoda
com a sujeira e busca maior praticidade para limpá-lo. “Hoje,
muita gente prefere usar óculos, mas se aborrecem quando
o assunto é limpá-lo. Uma lente que atenda essa exigência
pode representar a satisfação plena dos usuários”,
acredita Sáfady.
A Essilor é líder mundial em lentes oftálmicas
e detentora de 50% do mercado nacional. A empresa investe 5% de
seu faturamento em Pesquisa e Desenvolvimento para lançar
novas lentes. São 450 pesquisadores distribuídos em
três centros de Pesquisa e Desenvolvimento exclusivos na França,
Estados Unidos e Singapura. A empresa realizou lançamentos
pioneiros, como a lente fotossensível Essilor Transitions;
a lente Varilux Pix, a menor lente multifocal do planeta; a Varilux
Ipseo, lente tão personalizada que vem com as iniciais do
usuário gravadas, a recente Varilux Physio, a primeira lente
produzida através de processo totalmente digital e as lentes
anti-reflexo Crizal, mais transparentes e resistentes às
provas da vida.
A Essilor International fechou o ano de 2007 com um crescimento
de 8% nas vendas, faturamento de 2,9 bilhões de Euros, e
um aumento de 9,6% no lucro líquido. A empresa comercializa
anualmente mais de 220 milhões de lentes em todo o mundo.
Até o final de 2008, só no Brasil, serão produzidas
mais de 20 milhões de lentes, 20% das quais seguirão
para países latino-americanos e asiáticos, além
do Canadá e da Austrália. Este ano, a Essilor Brasil
espera incrementar o seu faturamento em 20%. A empresa investiu
recentemente US$ 18 milhões no Brasil para aumentar sua produção
de lentes anti-reflexo de receituário, mercado que cresce
anualmente 15% a 20% desde 2003 devido ao fato de 64% dos consumidores
desejarem adquirir lentes anti-reflexo de alta qualidade.
The Day of Light ganha mais um parceiro
A Essilor acaba de fechar participação no The Day
of Light, movimento pelo resgate do otimismo, da esperança
por um futuro melhor e que propõe à mídia que
dê mais espaço para manchetes e matérias positivas.
A empresa, que é líder mundial em lentes oftálmicas,
tendo como carro-chefe as multifocais Varilux, desenvolve através
do Instituto Varilux da Visão, braço social da Companhia,
diversas parcerias com o poder público e a iniciativa privada
no intuito de promover a melhoria da visão da população
brasileira e conseqüentemente a educação da mesma.
O Instituto já apoiou também projetos culturais e
esportivos, como a agência Olhares do Morro, formada por jovens
de várias comunidades cariocas, além do Special Olympics,
programa médico e esportivo internacional para atletas portadores
de necessidades especiais.
Para o The Day of Light, a Essilor está doando os materiais
de divulgação do movimento. “A decisão
de apoiar a manifestação aconteceu devido ao apelo
de resgatar a auto-estima do cidadão porque ele quer ver
todas as coisas boas e bonitas da vida. A Essilor investe em pesquisas
e desenvolvimento para sempre lançar no mercado as melhores
soluções ópticas para as pessoas verem melhor
o mundo todos os dias e, em especial, nesse dia da Luz. Por quê?
É só querer ver e viver!”, afirma Charles-Eric
Poussin, diretor de Marketing da empresa no Brasil.
A Essilor investe 5% do seu faturamento no seu departamento de Pesquisas.
São 450 pesquisadores distribuídos em três centros
de Pesquisa e Desenvolvimento exclusivos – França,
Estados Unidos e Singapura. A empresa realizou lançamentos
pioneiros no mundo, como a lente Varilux Pix, a menor lente multifocal
do planeta; a Varilux Ipseo, lente tão personalizada que
vem com as iniciais do usuário gravadas, a recente Varilux
Physio, a primeira lente produzida através de processo totalmente
digital e as lentes anti-reflexo Crizal, mais transparentes e resistentes
às provas da vida.
Essilor International é a líder mundial em óptica
oftálmica e comercializa, com as marcas premium VariluxÒ,
CrizalÒ, AirwearÒ e EssilorÒ uma ampla gama
de lentes para corrigir a miopia, hipermetropia, a presbiopia e
o astigmatismo. A Essilor está presente nos 5 continentes
através das suas 16 fábricas.
Descarte a Síndrome do Computador
na volta ao trabalho
Fim de férias, trabalhadores e estudantes
retomam a rotina de passar horas diante da tela do computador. Essa
prática, comum atualmente, faz piscar 60% menos e já
tem nome o problema que este mau hábito gera: Síndrome
do Computador
Até 70% dos pacientes que procuram os consultórios
oftalmológicos com queixas de desconforto ocular dentro do
conjunto de sintomas que inclui cansaço visual, olho seco
e visão turva, são portadores da Síndrome do
Computador. É como se chama a falta de lubrificação
do olho decorrente do não piscar o necessário e impedir
a lubrificação do olho adequadamente. Essas pessoas
invariavelmente passam mais de três horas diárias em
frente ao computador.
Há problemas que surgiram em conseqüência do comportamento
e dos processos que vivenciamos atualmente. Há menos de 20
anos, não tínhamos esse diagnóstico, diz o
oftalmologista Canrobert Oliveira, especializado em cirurgia refrativa
e diretor do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB).
Fadiga - A Síndrome do Computador
não é a única disfunção decorrente
do modo como vivemos. A fadiga ocular está cada vez mais
comum nos consultórios oftalmológicos, e decorre do
esforço repetitivo de ler e escrever. Acomete cerca de 60%
da população na melhor fase produtiva, de 18 a 45
anos de idade, segundo estudo realizado por uma indústria
de lentes multinacional.
A solução é mudar de hábitos, tomar
precauções em tempo, ou, “no ápice do
esgotamento, a única saída é parar por completo
e isso nem sempre é conveniente no momento em que se impõe”,
observa o médico.
Sinais - A Síndrome do Computador
faz o seu portador queixar-se de cansaço visual, olho seco,
visão turva e astenopia (dor e irritação) e,
no consultório, não raro, é confundido e diagnosticado
como presbiopia, erro refrativo ou hipermetropia latente, que devem
ser descartados, alerta Canrobert.
Piscada - O médico, diante desse
quadro, deve buscar os sintomas de olho seco especialmente, pois
é mais aproximado, uma vez que estudos têm mostrado
que, em frente ao computador, o número de piscadas das pessoas
reduz em até 60% em relação a quando não
estão fixadas na tela. Essa falta de piscar leva a não
lubrificação, pois os músculos que a provocam
não são ativados. A estimativa é de que na
população em geral, incluindo os que não procuram
oftalmologistas, a Síndrome do Computador esteja presente
em 40% das pessoas. Quando essa disfunção é
detectada, Canrobert destaca que há diferentes tratamentos
para aliviar o paciente dependendo da gravidade, podem incluir compressas
mornas, colírios e até antibióticos com corticóides.
Já a fadiga ocular leva o paciente a queixar-se de náuseas,
cefaléia, enjôo, e redução da competência
para a leitura. Seu aparecimento pode ser favorecido por alguns
fatores como olhos com graus mal corrigidos, óculos vencidos,
má iluminação no ambiente de trabalho ou excesso
de iluminação e excesso de carga de trabalho para
perto como ler e escrever.
O resultado do tratamento vai depender da nova disciplina que o
paciente vai adotar diante da sua rotina.
O ideal é seguir a risca uma receita simples e eficiente,
segundo o oftalmologista: para cada 50 minutos de atividade em frente
ao computador, parar três minutos, aproximar de uma janela
e olhar para longe para que a musculatura intrínseca do olho
(ciliar) descanse e exerça com a maior qualidade sua função
fisiológica.
Diagnóstico precoce e adesão
ao tratamento do glaucoma podem evitar cegueira
Terapia com colírios é capaz de preservar a capacidade
visual
O glaucoma já atinge 900 mil brasileiros e cerca de
70 milhões de pessoas no mundo, sendo o principal responsável
pela perda de visão que poderia ser evitada. Tal é
a gravidade da doença, que entidades internacionais criaram
o Dia Mundial do Glaucoma – celebrado pela primeira vez em
06 de março próximo.
Uma das principais aliadas no tratamento do glaucoma é a
disciplina. Foi exatamente essa a conduta de Marieta Prieto, de
73 anos, para a preservação da sua visão. Em
2003, Marieta recebeu o diagnóstico da doença e seu
oftalmologista deu o alerta: “o glaucoma é o principal
responsável pela perda de visão evitável, o
que significa que a progressão ou não da doença
depende de você”.
“Marieta é uma pessoa muito consciente da necessidade
da adesão ao tratamento”, revela Francisco Max Damico,
oftalmologista do Hospital Sírio Libanês de São
Paulo. “Com o diagnóstico precoce, exames clínicos
de fundo de olho e de medição da pressão intra-ocular,
o glaucoma é tratado e a cegueira, evitável.”
“Sigo rigorosamente o tratamento prescrito pelo oftalmologista.
Uso colírio diariamente e a cada quatro meses vou ao oftalmologista.
A doença estacionou”, diz Marieta. Ela conta também
que não tem limitação nenhuma nas atividades
do seu dia-a-dia por conta do glaucoma.
Damico explica que doenças graves como oclusões vasculares
da retina (derrame na retina) e alguns tipos de glaucoma podem ser
atenuados com a avaliação de fatores de risco, que
incluem doenças como diabetes, hipertensão arterial,
doenças cardíacas e reumáticas, além
de tabagismo e alta miopia. Outras doenças, como degeneração
macular e o tipo mais comum de glaucoma, podem ter o ritmo de progressão
diminuído significativamente com o tratamento, de forma que
não provoquem perda visual no decorrer da vida. “Até
mesmo conjuntivites podem provocar perda visual irreversível.
Daí a importância da orientação do oftalmologista,
profissional habilitado em prescrever o tratamento adequado.”
Indolor e sem sintomas em mais de 90% dos casos, o glaucoma é
o principal responsável pela perda evitável de visão.
Caracterizado pelo aumento da pressão intra-ocular, que evolui
com dano do nervo óptico, o glaucoma é uma doença
crônica que faz com que o campo de visão diminua com
o tempo, de maneira gradual e irreversível. Na sua forma
mais avançada, os pacientes mantêm apenas a visão
central.
A melhor forma de evitar os danos visuais do glaucoma é consultar
periodicamente um oftalmologista. A cada dois anos até os
40 anos e anualmente a partir dessa idade. “Se houver história
familiar de doenças oculares (glaucoma, degeneração
macular) ou doenças sistêmicas (hipertensão
arterial e diabetes), as consultas devem ser no máximo anuais
independentemente da idade do paciente”, aconselha Damico.
Fundada em 1849, a Pfizer é uma indústria farmacêutica
de origem norte-americana que pesquisa, desenvolve e comercializa
medicamentos líderes nas áreas de saúde humana
e animal. Presente em 140 países, a empresa está no
Brasil desde 1952 e, atualmente, emprega cerca de 1,9 mil funcionários.
Fonte: CDN Comunicação Corporativa
Catarata: nova lente imita o cristalino

Lente elimina imperfeições periféricas
do sistema ocular e a dificuldade de enxergar em ambientes mal iluminados
que é 4 vezes maior entre portadores de catarata
A catarata é considerada uma questão de saúde
pública apontada pela OMS (Organização Mundial
da Saúde) como a maior causa de cegueira evitável.
Responde por metade dos casos de perda total da visão que
atinge 36 milhões de pessoas no mundo. Dos 15,7 milhões
de brasileiros com mais de 60 anos, 60% (9,42 milhões) são
portadores da doença. Segundo o oftalmologista do Instituto
Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto (foto), a catarata resulta
do envelhecimento natural dos olhos que torna opaco e rígido
nosso cristalino – lente transparente dos olhos responsável
pelo foco. O implante de uma lente intra-ocular que substitui o
cristalino é a única solução para voltar
a enxergar.
O especialista afirma que a cirurgia acaba de dar um salto de qualidade
com lentes que chegam muito próximas do nosso cristalino
natural. Isso porque, foram desenvolvidas a partir da tecnologia
de frente de onda (wavefront), a mesma que possibilitou a personalização
da cirurgia refrativa para corrigir miopia, astigmatismo e hipermetropia.
Ele explica que as imperfeições periféricas
do nosso sistema óptico sofrem alterações conforme
envelhecemos. Para reduzir estas imperfeições as novas
lentes são asféricas, ou seja, o grau varia gradativamente
do centro até a borda. Isso faz com que garantam melhor visão
funcional que se refere à rapidez de leitura, percepção
de contraste e capacidade de enxergar em níveis variáveis
de iluminação. Trata-se de um ganho importante, ressalta,
porque diversos estudos demonstram que com o avanço da idade
a dificuldade de enxergar com pouca luz é quatro vezes maior,
o que traz limitações no trabalho, facilita acidentes
de trânsito e quedas mesmo em ambientes familiares.
Queiroz Neto diz que a nova lente corrige miopia de até 14
graus e hipermetropia de até 8 graus. É aplanada da
região central para a superfície. Esta apodização,
explica, tem a função de diminuir a visão de
halos noturnos e de regular a entrada de luz até a retina,
independente da capacidade de contração e dilatação
da pupila que também se torna reduzida a partir dos 60 anos.
Segundo estudo conduzido pelo fabricante, dispensa a necessidade
de óculos em 80% dos casos, por permitir a boa visão
de perto, meia distância e de longe que são garantidas
respectivamente pela parte central, intermediária e periférica
da lente.
Cirurgia é minimamente invasiva
O médico afirma que muitas pessoas prorrogam a cirurgia,
o que é um erro. Isso porque a catarata madura, como popularmente
é conhecida, torna o cristalino muito rígido o que
aumenta os riscos de complicações pós-operatórias
e impede o implante da nova lente. A cirurgia é ambulatorial,
feita com anestesia local (colírio) através de um
ultra-som que aspira ao cristalino e injeta a lente dobrada atrás
da íris. Queiroz Neto destaca que a nova tecnologia permite
uma menor incisão entre 1,9 a 2,2 mm o que trará resultados
mais previsíveis e menor indução ao astigmatismo
pós-cirúrgico. Ele diz que o sucesso da cirurgia é
garantido por um bom pré-operatório que inclui diversos
exames clínicos e a biometria de imersão que aumenta
em cinco vezes a precisão do cálculo da lente a ser
implantada. A recuperação total acontece em uma semana,
mas em 24 horas é possível retomar o trabalho, comenta.
Saiba como adiar a catarata
Estima-se que a catarata pode ser adiada em 10 anos. As principais
recomendações para proteger o cristalino são:
Proteger os olhos da radiação ultravioleta emitida
pelo sol com boné, chapéu ou lentes que tenham proteção
comprovada;
Evitar o consumo excessivo de sal, tabaco e bebidas alcoólicas;
Adicionar à alimentação frutas e vegetais ricos
em vitamina A, C e E que atuam como antioxidantes do cristalino;
Controlar os níveis de glicose no sangue através de
exames periódicos.
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